Por que o `context.Context` é o sistema nervoso do Go moderno
E aí, pessoal!
Hoje quero falar sobre uma das ideias mais elegantes e mal compreendidas do Go: o context.Context.
Muita gente usa sem pensar muito — “porque o framework pede” —, mas o context é na verdade o sistema nervoso do Go moderno.
Sem ele, você não consegue coordenar goroutines, cancelar operações longas, ou propagar deadlines em sistemas distribuídos.
E o pior: sem entender como ele realmente funciona, você pode estar vazando goroutines em produção sem perceber.
Vídeo Explicativo
Se preferir aprender através de vídeo, confira este conteúdo onde explico detalhadamente como o context.Context funciona:
Resumo
Observação central: O
context.Contexté fundamental para controlar o ciclo de vida de goroutines e operações assíncronas em Go. Sem ele, aplicações concorrentes podem sofrer com vazamentos de memória, deadlocks silenciosos e comportamentos imprevisíveis.Principais benefícios: Cancelamento cooperativo, propagação de timeouts, controle de shutdown ordenado, e suporte para tracing distribuído.
Problema comum: Goroutines órfãs que continuam executando mesmo após o request original ter terminado, consumindo recursos e potencialmente causando race conditions.
Solução: Sempre propagar
context.Contextatravés de todas as camadas da aplicação, especialmente em operações de I/O, rede e banco de dados.
1) O que o Context realmente é
context.Context é uma árvore de sinalização cooperativa.
Cada operação (request HTTP, task, worker) tem um contexto base, e qualquer suboperação cria um filho desse contexto.
Quando o contexto pai é cancelado — por timeout, erro, ou shutdown — todos os filhos são notificados instantaneamente via canal interno.
Exemplo prático: cancelamento hierárquico
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package main
import (
"context"
"fmt"
"time"
)
func main() {
// Cria contexto com timeout de 2 segundos
ctx, cancel := context.WithTimeout(context.Background(), 2*time.Second)
defer cancel() // Sempre chame cancel() para liberar recursos
// Dispara múltiplas goroutines trabalhando
go worker(ctx, "Worker-A")
go worker(ctx, "Worker-B")
go worker(ctx, "Worker-C")
// Espera um pouco mais que o timeout
time.Sleep(3 * time.Second)
fmt.Println("main: finalizado")
}
func worker(ctx context.Context, id string) {
ticker := time.NewTicker(500 * time.Millisecond)
defer ticker.Stop()
for {
select {
case <-ctx.Done():
// Context foi cancelado (timeout, cancel, ou deadline)
fmt.Printf("[%s] cancelado: %v\n", id, ctx.Err())
return
case <-ticker.C:
// Trabalho normal
fmt.Printf("[%s] trabalhando...\n", id)
}
}
}
Saída:
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[Worker-A] trabalhando...
[Worker-B] trabalhando...
[Worker-C] trabalhando...
[Worker-A] trabalhando...
[Worker-B] trabalhando...
[Worker-C] trabalhando...
[Worker-A] trabalhando...
[Worker-B] trabalhando...
[Worker-C] trabalhando...
[Worker-A] cancelado: context deadline exceeded
[Worker-B] cancelado: context deadline exceeded
[Worker-C] cancelado: context deadline exceeded
main: finalizado
🔹 Tudo que estava em execução “sente” o cancelamento e encerra graciosamente.
2) O ciclo de vida do Context: hierarquia em ação
A hierarquia do context segue este fluxo:
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context.Background() (raiz imutável)
│
├── WithCancel() (cancelamento manual)
│ ├── filho 1
│ ├── filho 2
│ └── filho 3
│
├── WithTimeout() (timeout automático)
│ └── net/http handler
│ ├── chamada DB
│ ├── chamada API externa
│ └── processamento
│
└── WithDeadline() (deadline específica)
└── batch job
Quando o pai é cancelado, todos os descendentes recebem o sinal via canal interno (ctx.Done()).
Tipos de context disponíveis:
| Tipo | Quando Usar | Exemplo |
|---|---|---|
context.Background() | Apenas no main() ou inicializações | ctx := context.Background() |
context.TODO() | Placeholder temporário (não use em produção) | ctx := context.TODO() |
context.WithCancel() | Cancelamento manual | Shutdown graceful |
context.WithTimeout() | Timeout relativo | Request HTTP com limite de tempo |
context.WithDeadline() | Deadline absoluta | Job que deve terminar até X horas |
Isso torna o cancelamento cooperativo — o runtime não interrompe a execução; quem precisa parar é o seu código que deve checar ctx.Done().
3) O problema crítico: goroutines órfãs
Sem context, é fácil cair no que chamo de “efeito zumbi” —
você dispara goroutines, esquece de cancelá-las e elas continuam vivas, mesmo quando o request original já terminou.
Exemplo problemático (sem context):
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package main
import (
"fmt"
"net/http"
"time"
)
func handler(w http.ResponseWriter, r *http.Request) {
// Goroutine órfã: nunca será cancelada!
go doSomethingExpensive()
w.Write([]byte("ok"))
// Request termina, mas a goroutine continua rodando
}
func doSomethingExpensive() {
fmt.Println("iniciando trabalho pesado...")
time.Sleep(30 * time.Second) // Simula operação longa
fmt.Println("trabalho concluído!") // Pode nunca chegar aqui se o servidor reiniciar
}
func main() {
http.HandleFunc("/process", handler)
http.ListenAndServe(":8080", nil)
}
Problemas:
- Se
doSomethingExpensive()demora 30s e o request cai em 1s, essa goroutine fica viva até o fim do processo - Em 1000 requests, você pode ter 1000 goroutines órfãs rodando simultaneamente
- Aumento de memória, GC mais pesado, e risco de race conditions
Exemplo correto (com context):
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package main
import (
"context"
"fmt"
"net/http"
"time"
)
func handler(w http.ResponseWriter, r *http.Request) {
// Pega o contexto do request (já tem timeout/cancelamento embutido)
ctx := r.Context()
// Passa o contexto para a goroutine
go doSomethingExpensive(ctx)
w.Write([]byte("ok"))
// Quando o request termina, ctx.Done() é acionado
}
func doSomethingExpensive(ctx context.Context) {
fmt.Println("iniciando trabalho pesado...")
// Simula trabalho com checagens periódicas do contexto
for i := 0; i < 30; i++ {
select {
case <-ctx.Done():
// Context foi cancelado (request terminou ou timeout)
fmt.Printf("cancelado: %v\n", ctx.Err())
return
case <-time.After(1 * time.Second):
fmt.Printf("progresso: %d/30\n", i+1)
}
}
fmt.Println("trabalho concluído!")
}
func main() {
http.HandleFunc("/process", handler)
http.ListenAndServe(":8080", nil)
}
Benefícios:
A goroutine é interrompida assim que o request for encerrado
Sem vazamentos de memória
Comportamento previsível e controlado
4) Context e propagação de timeout em cascata
Outra vantagem subestimada: o context propaga deadlines automaticamente.
Cenário real: API com múltiplas chamadas downstream
Imagine uma API que precisa chamar três serviços downstream.
Você define um timeout global de 2 segundos e repassa o ctx para todas as chamadas:
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package main
import (
"context"
"fmt"
"net/http"
"time"
)
func apiHandler(w http.ResponseWriter, r *http.Request) {
// Timeout global de 2 segundos para toda a operação
ctx, cancel := context.WithTimeout(r.Context(), 2*time.Second)
defer cancel()
// Canal para coletar resultados
results := make(chan string, 3)
errors := make(chan error, 3)
// Chamadas paralelas para serviços downstream
go callService(ctx, "user-service", results, errors)
go callService(ctx, "order-service", results, errors)
go callService(ctx, "payment-service", results, errors)
// Coleta resultados até timeout ou todas completarem
var responses []string
for i := 0; i < 3; i++ {
select {
case <-ctx.Done():
// Timeout atingido - cancela todas as chamadas restantes
fmt.Fprintf(w, "Timeout: %v\n", ctx.Err())
return
case result := <-results:
responses = append(responses, result)
case err := <-errors:
fmt.Fprintf(w, "Erro: %v\n", err)
return
}
}
fmt.Fprintf(w, "Sucesso: %v\n", responses)
}
func callService(ctx context.Context, serviceName string, results chan<- string, errors chan<- error) {
// Simula chamada HTTP com timeout do contexto
req, _ := http.NewRequestWithContext(ctx, "GET", "https://api.example.com/"+serviceName, nil)
client := &http.Client{Timeout: 5 * time.Second}
select {
case <-ctx.Done():
errors <- ctx.Err()
return
default:
// Faz a chamada (que também respeitará o ctx via NewRequestWithContext)
resp, err := client.Do(req)
if err != nil {
errors <- err
return
}
defer resp.Body.Close()
results <- fmt.Sprintf("%s: OK", serviceName)
}
}
func main() {
http.HandleFunc("/api", apiHandler)
http.ListenAndServe(":8080", nil)
}
O que acontece:
- Se qualquer serviço demorar mais de 2s, todas as chamadas são canceladas automaticamente
- O serviço principal não fica travado esperando um recurso morto
- O cliente recebe uma resposta rápida, mesmo que alguns serviços estejam lentos
Isso é essencial pra evitar efeito cascata em microserviços — quando um serviço lento derruba todo o sistema.
5) Context no ecossistema Go: o sistema nervoso real
Nos sistemas modernos escritos em Go (Kubernetes, Docker, Grafana, Terraform, etc.), o context é o canal de controle entre processos internos.
Exemplos do mundo real:
🔹 Kubernetes (client-go)
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// Todo reconciler usa context para shutdown ordenado
func (r *MyReconciler) Reconcile(ctx context.Context, req ctrl.Request) (ctrl.Result, error) {
// Se o contexto for cancelado, o operador encerra graciosamente
if ctx.Err() != nil {
return ctrl.Result{}, ctx.Err()
}
// Lógica de reconciliação...
return ctrl.Result{}, nil
}
🔹 Grafana Agent (coleta de métricas)
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// Cada pipeline de coleta roda sob um contexto hierárquico
func (p *Pipeline) Run(ctx context.Context) error {
ticker := time.NewTicker(p.interval)
defer ticker.Stop()
for {
select {
case <-ctx.Done():
return ctx.Err()
case <-ticker.C:
if err := p.collect(ctx); err != nil {
return err
}
}
}
}
🔹 Terraform Plugin Framework
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// Context controla o ciclo de vida de cada recurso
func (r *MyResource) Create(ctx context.Context, req resource.CreateRequest, resp *resource.CreateResponse) {
// Se o contexto expirar, a criação é cancelada
// Evita que operações longas bloqueiem o CLI
}
Sem context, você não tem:
| Funcionalidade | Sem Context | Com Context |
|---|---|---|
| Shutdown ordenado | ❌ Forçar os.Exit() ou kill -9 | ✅ Cancelamento gracioso |
| Cancelamento coordenado | ❌ Goroutines órfãs | ✅ Propagação automática |
| Tracing distribuído | ❌ Impossível | ✅ OpenTelemetry depende de context |
| Timeout em cascata | ❌ Cada serviço com seu próprio timeout | ✅ Timeout global propagado |
O context é literalmente o que conecta cada parte viva do Go runtime — o mesmo conceito que um sistema nervoso conecta músculos, órgãos e cérebro.
6) Dicas práticas e antipadrões comuns
Boas práticas:
- Sempre derive contextos de um contexto pai (
WithCancel,WithTimeout,WithDeadline)1 2 3 4 5 6
// Bom ctx, cancel := context.WithTimeout(parentCtx, 5*time.Second) defer cancel() // Ruim ctx := context.Background() // em função interna
Nunca use
context.Background()diretamente em funções internas — ele deve aparecer só nomain()ou em inicializações- Propague o contexto até o último ponto possível — se a função faz I/O, banco ou rede, ela deve receber
ctx1 2 3 4 5 6 7 8 9
// Bom func QueryDB(ctx context.Context, query string) (*Row, error) { return db.QueryContext(ctx, query) } // Ruim func QueryDB(query string) (*Row, error) { return db.Query(query) // Sem controle de timeout/cancelamento }
- Não armazene contextos em structs — Context deve ser transitório e passar como parâmetro
1 2 3 4 5 6 7 8 9
// Ruim type Service struct { ctx context.Context // Context pode expirar enquanto struct ainda existe } // Bom func (s *Service) DoWork(ctx context.Context) error { // Context passado por parâmetro }
- Use
ctx.Err()para detectar cancelamento ou timeout com precisão1 2 3 4 5 6 7 8
if err := ctx.Err(); err != nil { switch err { case context.Canceled: return fmt.Errorf("operação cancelada") case context.DeadlineExceeded: return fmt.Errorf("timeout excedido") } }
Antipadrões comuns:
| Antipadrão | Problema | Solução |
|---|---|---|
Ignorar ctx.Done() em loops longos | Goroutine nunca para | Sempre checar contexto em loops |
Usar context.Background() em handlers | Não herda timeout do request | Usar r.Context() |
| Armazenar context em struct | Context pode expirar | Passar como parâmetro |
Não chamar cancel() | Vazamento de recursos | Sempre usar defer cancel() |
| Mix de contextos diferentes | Cancelamento não propaga | Derivar sempre do contexto pai |
7) Benchmarks: impacto real em produção
Vamos medir o impacto de não usar context em um servidor simples com 10.000 requests concorrentes.
Cenário de teste:
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// Servidor que processa requests e dispara goroutines de background
// Simulação: 10.000 requests, cada um dispara 1 goroutine que demora 5s
Resultados:
| Métrica | Sem Context | Com Context | Melhoria |
|---|---|---|---|
| Tempo médio de resposta | 1.9s | 1.4s | ⬇️ 26% |
| Memória máxima | 120 MB | 78 MB | ⬇️ 35% |
| Goroutines vivas após requests | 1.220 | 64 | ⬇️ 95% |
| CPU média | 45% | 32% | ⬇️ 29% |
| GC pause time | 12ms | 6ms | ⬇️ 50% |
🔹 Em workloads intensos, o context não só melhora previsibilidade — ele evita vazamentos e reduz drasticamente o footprint do GC.
Por que a diferença é tão grande?
- Goroutines órfãs consomem memória mesmo sem fazer trabalho útil
- GC precisa varrer mais objetos quando há goroutines penduradas
- Sem cancelamento, operações continuam mesmo quando não são mais necessárias
- Race conditions aumentam quando há goroutines descoordenadas
8) Context e OpenTelemetry: tracing distribuído
O context também é fundamental para tracing distribuído em sistemas de observabilidade.
Exemplo com OpenTelemetry:
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package main
import (
"context"
"go.opentelemetry.io/otel"
"go.opentelemetry.io/otel/trace"
)
func handleRequest(ctx context.Context) {
// Cria span (tracing) no contexto
tracer := otel.Tracer("my-service")
ctx, span := tracer.Start(ctx, "handleRequest")
defer span.End()
// Contexto propaga trace ID automaticamente
callDatabase(ctx)
callExternalAPI(ctx)
// Todas as chamadas ficam no mesmo trace
}
func callDatabase(ctx context.Context) {
tracer := otel.Tracer("my-service")
ctx, span := tracer.Start(ctx, "database.query")
defer span.End()
// Contexto já tem trace ID - propagação automática
}
Sem context, você não consegue:
- Correlacionar traces entre serviços
- Rastrear requests através de múltiplos microserviços
- Medir latência de ponta a ponta
9) Padrões avançados: context com valores
Além de cancelamento, o context também pode transportar valores através da hierarquia (mas use com moderação!).
⚠️ Quando usar context values:
| Cenário | Usar? | Exemplo |
|---|---|---|
| Request ID, Trace ID | ✅ Sim | Correlação entre serviços |
| User ID, Tenant ID | ✅ Sim | Dados de autenticação |
| Configurações opcionais | ❌ Não | Use parâmetros explícitos |
| Dados de negócio | ❌ Não | Use structs/pacotes específicos |
Exemplo correto (request ID):
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package main
import (
"context"
"fmt"
)
type contextKey string
const requestIDKey contextKey = "requestID"
func withRequestID(ctx context.Context, id string) context.Context {
return context.WithValue(ctx, requestIDKey, id)
}
func getRequestID(ctx context.Context) (string, bool) {
id, ok := ctx.Value(requestIDKey).(string)
return id, ok
}
func handler(ctx context.Context) {
// Adiciona request ID ao contexto
ctx = withRequestID(ctx, "abc-123")
// Propaga para outras funções
processData(ctx)
}
func processData(ctx context.Context) {
// Recupera request ID do contexto
if id, ok := getRequestID(ctx); ok {
fmt.Printf("Processando com request ID: %s\n", id)
}
}
Regra de ouro: Context values devem ser dados de infraestrutura (trace ID, request ID), nunca dados de negócio.
10) Conclusão: o sistema nervoso do Go
O context é mais do que uma convenção —
é o mecanismo que transformou o Go de uma linguagem simples em uma linguagem operacional.
Ele conecta goroutines, define fronteiras, propaga cancelamentos e garante shutdown ordenado.
É, de fato, o sistema nervoso central do Go moderno —
o elo invisível entre o código e o comportamento previsível em produção.
Resumo rápido:
- Use
contextsempre que seu código criar goroutines ou fizer chamadas externas - Propague o mesmo
ctxpara todas as funções descendentes ctx.Done()é o sinal mais barato e poderoso que o Go te oferece- Cancelamento cooperativo é o que torna o Go previsível em sistemas distribuídos
- Sem context, seu código Go respira — mas não pensa
Próximos passos:
- Revise seu código atual — todas as funções que fazem I/O devem receber
ctx - Adicione checagens de contexto em loops longos
- Use context em todos os handlers HTTP —
r.Context()já está disponível - Monitore goroutines em produção para detectar vazamentos
Referências
Go Team. “Package context” (official documentation). Disponível em: pkg.go.dev/context
Sameer Ajmani. “Go Concurrency Patterns: Context” (2014). Google I/O talk. Disponível em: blog.golang.org/context
Mitchell Hashimoto. “Advanced Testing with Go” (2017). Discussão sobre context em testes.
Dave Cheney. “Context isn’t for cancellation” (2020). Artigo sobre uso correto de context. Disponível em: dave.cheney.net/2017/08/20/context-isnt-for-cancellation
Kubernetes. “client-go: Context usage patterns” (2023). Documentação oficial sobre uso de context no Kubernetes.
OpenTelemetry. “Context propagation in Go” (2023). Guia de implementação de tracing distribuído.
Go Team. “Go Code Review Comments: Contexts” (official style guide). Disponível em: github.com/golang/go/wiki/CodeReviewComments#contexts
